AEG debate impacto da Reforma Tributária nas escolas particulares

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Em reunião promovida pela Associação das Escolas Particulares de Guarulhos (AEG), na manhã desta quarta-feira (11/02), mantenedores das escolas associadas debateram os sobre os principais efeitos que a nova Reforma Tributária federal terá sobre o setor educacional com especialistas em tributação da Marotti Contabilidade. O encontro destacou desafios de administração financeira e tributária, adaptações contábeis e a necessidade de antecipar o planejamento estratégico das instituições de ensino.

A Reforma Tributária, aprovada em 2023 e em fase de implementação neste ano, modifica profundamente o sistema de tributos sobre bens e serviços ao unificar diversos impostos em novas contribuições: CBS e IBS. A proposta tem diversos detalhes ainda a serem regulamentados, mas muita coisa já pode ser decidida pelos empresários.

“Se eu pudesse resumir minha recomendação, seria sugerir aos mantenedores terem um planejamento tributário claro desde já. Isso é uma necessidade! Além disso, eles precisam usar um sistema de gestão financeira. É um investimento importante para a organização e o fornecimento de informações antes de tomadas de decisão. E, mais importante: se aproximar de seus contadores, pois serão muitos detalhes novos que exigirão informação clara antes de qualquer escolha”, explicou a contadora Juliana Marotti, que atende escolas há 30 anos.

Os especialistas convidados explicaram como essas mudanças podem alterar a carga tributária das escolas, além das vantagens e desvantagens entre os enquadramentos tributários. Também foram abordadas as regras específicas que concedem benefícios setoriais para o segmento educacional, como a aplicação de um redutor de alíquota, considerado crucial para mitigar impactos mais severos no setor.

“Apesar da previsão de um benefício maior para o setor da educação, precisamos nos antecipar na preparação para 2027. O planejamento das escolas é feito com pelo menos um ano de antecedência. Com a mudança nas regras tributárias, essa antecipação se torna ainda mais importante, para que possamos construir uma previsão de custos mais precisa e transparente para as famílias”, afirmou a presidente da AEG, Michelle Guilhen.

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